Cogerh apresenta experiências exitosas desenvolvidas no bioma Caatinga

Alocação Negociada de águas e estudos geofísicos para construção de poços na área de cristalino foram os temas levados à discussão pela Cogerh na II Conferência da Caatinga

Alocação Negociada de Águas e Experiência na Prospecção Geofísica Aplicada à Construção de Poços Tubulares para obtenção de Água no Cristalino. Esses foram os dois “cases” apresentados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) durante a II Conferência da Caatinga, que se encerrou nesta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa. Durante dois dias, instituições públicas dos poderes Executivo e Legislativo, Universidades, entidades da sociedade civil e representantes do setor produtivo com atuação na Caatinga discutiram temas ligados ao “Desenvolvimento e Sustentabilidade” no bioma.

Coube a Ubirajara Patrício, assessor de Governança Corporativa da Cogerh, apresentar a experiência pioneira da Alocação Negociada de Águas, considerada modelar por várias entidades brasileiras e estrangeiras. Patrício fez um breve histórico do processo, que vem crescendo e se aperfeiçoando ao longo dos anos no Ceará, sob o comando da Cogerh. “Essa grande seca que atravessamos também nos mostrou rumos, nos despertou para a necessidade de ampliarmos as nossas ações”, relata. Segundo ele, a fiscalização foi uma das áreas que ganharam destaque nesse período.

A gerente de Estudos e Projetos da Cogerh, Zulene Almada discorreu sobre a importância da prospecção geofísica para a construção de poços tubulares na região de embasamento cristalino. Segundo Zulene, a água subterrânea ganhou importância sem precedentes em virtude do colapso de vários reservatórios que abasteciam cidades e distritos importantes no interior do Estado. “Hoje, temos cidades inteiras, na área de cristalino, total ou parcialmente abastecidas por água subterrânea. Isso só é possível graças a um grande esforço dos órgãos que compõem o Sistema Hidrico e de saneamento, precedidos de bons estudos geofísicos”, avalia

A conferência

O objetivo do evento é trazer à luz os problemas que preocupam governos e sociedade civil organizada em torno do bioma Caatinga, com ênfase na crise hídrica, na sustentabilidade e no processo crescente de desertificação, tendo como eixo central o ser humano. O evento se propõe, ainda, a analisar as modificações ambientais, sociais e econômicas ocorridas na Região Nordeste nos últimos anos, especialmente em decorrência da seca prolongada, disseminando informações sobre programas, projetos e ações em desenvolvimento nos Estados nordestinos.

A iniciativa visa propor estratégias para o desenvolvimento humano e a sustentabilidade da Caatinga e a população que nela habita, tendo por referência os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos por lideranças mundiais junto à ONU, relacionados às necessidades do bioma. Serão avaliados os avanços e desafios relativos aos compromissos assumidos na I Conferencia da Caatinga, realizada em 2012.

A realização do evento é da Assembleia Legislativa e Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), com apoio Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama – Superintendência do Ceará) e Banco do Nordeste.

Atendimento à Imprensa

Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh)
Henrique Silvestre
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